Sábado, 29 de Novembro de 2008

 Há dias estava pra falar desse filme. Na verdade evito tocar nesse assunto por aqui por puro medo de que isso se trone uma constante.

Mas esse caso é diferente e merece ser comentado.

Poderia dizer que o livro é melhor, mas isso é tão óbvio. Nunca ouvi falar de um filme que superasse um livro (quando baseado nele) ou virce-versa. 

Poderia dizer também que é extremamente forte, mas ainda assim não estaria sendo totalmente verdadeira. Visto que, na verdade, a beleza das cenas e das atuações tornam as cenas chocantes belas. Falando em atuações... a Julianne Moore tá perfeita. Sempre a considerei uma atriz substancial, mas ela se superou.

Poderia ressaltar a genialidade do Fernando Meirelles, mas isso já ficou notório em "O Jardineiro Fiel". 

Poderia comentar superficialmente que o Gael conseguiu ser tão bom que me fez odiar aqueles lábios e olhos perfeitos. aiai

E o cenário... indiscutivelmente sensacional.

Mas vou ater-me ao fato de que a película só confirma o quanto o Saramago é fabulosamente louco. Isso por quê mesmo sendo um filme ele estava lá, presente o tempo todo, nos fazendo lembrar que aquilo era sua obra e merecia ser visto com todo o respeito de um Nobel. Consegui esquecer, por instantes, que estava numa sala escura acompanhada de gente desconhecida. Me teletransportei de volta à adolescência, de volta à varanda de minha casa, cheguei a ouvir os mantras inventados por minha mãe e os gritos do meu irmão reclamando que o PS estava travando. Me vi lendo Saramago novamente... despreocupadamente.... quase chorei de tanta ternura de lembranças. 

Ah, avisando: poupem a pipoca e coca-cola light lemon. O filme não permite esses tipos de abusos. Basta um "Amém" no final e tudo fica certo.

Adaptação do premiado livro escrito por José Saramago, mostra uma inexplicável epidemia chamada de "cegueira branca", já que as pessoas atingidas apenas passam a ver uma superfície leitosa, a doença surge inicialmente em um homem no trânsito e, pouco a pouco, se espalha pelo país. À medida que os afetados são colocados em quarentena e os serviços oferecidos pelo estado começam a falhar as pessoas passam a lutar por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários. Nesta situação a única pessoa que ainda consegue enxergar é a mulher de um médico (Julianne Moore), que juntamente com um grupo de internos tenta encontrar a humanidade perdida.




publicado por Cultivando Pés de Vento... às 02:45 | link do post | comentar | favorito

1 comentário:
De temporadadasflores a 1 de Dezembro de 2008 às 15:48
amooooooooor!
eu quero ler o livro e ver o filme
essa porcaria ñ passou aqui
malditos "modinhas" q ñ gostam de boa coisa
=(
Verei, verei, aguarde!


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